Defensivos biológicos certificados podem ser utilizados na agricultura orgânica

 

A agricultura orgânica é realizada sem a utilização de insumos sintéticos, radiação ionizantes e organismos geneticamente modificados. Para tanto, os produtores orgânicos utilizam estratégias como a rotação de culturas, cultivo mecânico, adubação verde, estercos animais, compostagem e novas tecnologias provenientes do controle biológico.

O manejo integrado de pragas, que utiliza os defensivos biológicos, reduz a população de pragas e doenças, mantendo essas populações em níveis aceitáveis de acordo com os princípios do sistema orgânico de produção agropecuária. Porém, de acordo com a legislação brasileira, para a comercialização dos produtos orgânicos, é necessário que seus insumos sejam certificados por órgãos credenciados pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Agricultura orgânica no Brasil e no mundo

Nos últimos anos, o número de produtores orgânicos registrados no Brasil triplicou. Segundo levantamento do MAPA, havia, em 2012, 5,9 mil produtores registrados e, em março de 2019, esse número chegou a 17,7 mil.

Dados da IFOAM, de fevereiro deste ano, mostram que o número global de produtores orgânicos chega a 3 milhões e estão distribuídos em 181 países. O levantamento também mostrou que a agricultura orgânica ocupou, em 2017, uma área de 69.8 milhões de hectares no mundo.

Em relação à área destinada para a agricultura orgânica, o Brasil ficou em terceiro lugar na América Latina com 1,1 milhão de hectares, atrás da Argentina (3,3 milhões de hectares) e do Uruguai (1,8 milhão de hectares), e em décimo segundo lugar no mundo.

 

Fonte: Revista Cultivar